terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Aula dia: 07/02/2014



Aula enfatizou a importância da orientação sexual nas escolas trazendo um artigo que fala ate que ponto os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) abordam o tema e assistimos ao vídeo viagem fantástica: amor e sexo do Dr. Drauzio Varella. Após o debate tivemos que fazer um comentário crítico sobre o artigo debatido em sala: Orientação Sexual Nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Helena Altmann.



“Comentário Crítico” do texto já citado acima

Aline Jéssica Gomes da Silva
 
A escola é responsável pela formação do sujeito como um todo para que ele possa conviver socialmente com os demais indivíduos, a educação sexual também é responsabilidade da escola, já que os primeiros sinais de desenvolvimento sexual da criança é encontrado em casa e na escola. Mas infelizmente temos uma cultura para que os alunos(as) possam ter orientação sexual, a escola precisa promover palestras e semanas de educação sexual, como se isto fosse solucionar todos os problemas ou deixar a responsabilidade nas costas do professor(a) de ciências, como se a sexualidade fosse algo que os alunos(as) apenas pensassem e não praticassem.
Porém este é um assunto que professores independente de suas disciplinas precisam lidar, quantos depoimentos não ouvimos de educadores que pegaram alunos(as) se masturbando em sala de aula, revistas de mulheres nuas levada para aula, assedio em relação as meninas tidas como as mais bonitas da sala, e a maioria dos professores ficam de mãos atadas, as vezes a única atitude é uma suspensão que não tem efeito benéfico nenhum.
Então antes de educar os alunos(as) é necessário educar os professores(as), formando-os para saber lidar com essas situações que ocorrem diariamente. Vamos voltar algumas décadas atrás, nos anos de 1920-30, essas atitudes sexuais eram tidas como desvio sexual, que começou a ter ênfase devido aos surtos de sífilis da época, então era necessário procurar meios mais efetivos e baratos para evitar a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, então, entre 1960-70 surgiram às primeiras experiências de educação sexual nas escolas e em 1970 houve a inclusão obrigatória da educação sexual nos currículos escolares através do parecer de Lei de 1968.  Alguns anos depois a escola, ou melhor, o governo como forma de não se responsabilizar em 76 surge à ideia que a orientação sexual era de responsabilidade da família.
A orientação sexual não é apenas importante para a subjetividade de cada individuo, mas também para toda a sociedade um individuo bem orientado ajuda no controle do IDH de seu país, evita a disseminação de DST’s logo diminuindo gastos desnecessários. É preciso enxergar a sexualidade como normal e inato que vai desabrochando ao longo da vida e a orientação adequada para cada idade deve tornar esse desabrochar algo responsável e prazeroso.  Reprimir e estigmatizar como feio e pecaminoso, não é a melhor alternativa podendo causar traumas que ira se manifestar mais gravemente na vida adulta tanto no âmbito sexual e como no social.

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